Obrigada, Marina!

“Eu nunca tive um grande amor”. Esta frase dita por Marina Coelho da Silva, uma mulher negra, de 83 anos, guarda uma verdade maldita. Não foram apenas os relacionamentos amorosos que ficaram a desejar na vida desta mulher. A sociedade não amou Marina. Ainda assim, ela é uma flor em meio ao concreto, áspero e duro, de uma periferia que não para de crescer.

Em pouco mais de 20 minutos, o documentário Marina comove e revolta. Primeiro, porque Marina é uma forte! Fato! Segundo, porque ela não é a única negra, pobre, explorada, por uma sociedade injusta, ignorante, cada dia mais cega por um ideal de meritocracia, que não permite enxergar as muitas Marinas que estão por aí. Talvez, dentro da sua casa, arrumando a sua roupa e lavando o prato de comida que você come.

Subemprego, trabalho análogo ao escravo, exploração infantil, preconceito… A vida foi cruel com Marina, como os homens e mulheres, também, o são muitas vezes. E, se ao fim de tudo isso, você pensa em revolta, ódio e descrença, engana-se. Marina só tem amor, garra e fé. Como disse antes, Marina é uma forte. Provavelmente, mais do que eu e você juntos. E, por isso, obrigada Marina!!!

Vale, ainda, ficar atento ao belíssimo trabalho de figurino de Manoel Mongeot, que evidencia no exterior toda a força negra de Marina. E, também, a trilha de João Simas, que envolve os ensinamentos de vida com um carinho ímpar.

O documentário, dirigido e roteirizado por Taciano Brito e com direção de arte de Carolina Jordão, teve sua pré-estreia no dia 12, deste mês. A exibição foi em frente à casa de Marina, que fica no bairro da Liberdade, em São Luís (MA).

Pra quem ficou curioso, o filme será exibido na Mostra Competitiva do Maranhão na Tela, no dia 23, às 19h30, no Teatro Alcione Nazaré.

Anúncios

Burnt ou o filme em que Bradley Coopper incendeia

Ontem, fui assistir o filme Burnt, ou Pegando fogo, e pasmem, é ilusório pensar que o filme se sustenta só em ter o lindo Bradley Cooper cozinhando. Até o título brasileiro e os cartazes de divulgação do filme ajudam a reforçar essa ilusão. Só que o filme é bem mais que isso.

Além da forte atuação do protagonista, o longa conta com nomes como Daniel Brühl, Uma Thurman, Emma Thompson, Omar Sy e a atual queridinha Alicia Vikander. Nenhum deixa a desejar.

O roteiro me surpreendeu positivamente, o que não tem acontecido muito nos últimos tempos. Destaco a relação de amor e ódio entre Adam Jones, personagem de Cooper, com Reece, interpretado por Matthew Rhys. A competição pode sim ser salutar para as duas partes.

Um adicional são as imagens belíssimas, que deixam a narrativa ainda mais gostosa e instigante.

Para quem ficou curioso, assista o trailer:

Atriz dá pistas sobre possível sequência de Abracadabra

Quem viveu a infância ou a adolescência na década de 90 com certeza lembra do filme “Hocus Pocus”, mais conhecido por aqui como “Abracadabra”. Pois bem, os fãs têm aguardado uma sequência deste o ano de 1993 e parece que essa espera vai ter fim.

No ano passado, Bette Midler pediu aos fãs para enviarem pedidos à companhia Walt Disney para que o filme tivesse uma sequência. Agora, a atriz, de 69 anos, tuitou o seguinte: “@kathynajimy .@SJP Breaking news!! SEQUEL DELAYED!! @Disney having trouble finding a virgin! #HocusPocus”.

Algo como: “Sequência adiada!!! Disney está tendo dificuldades para encontrar uma virgem!”.

Agora, resta aguardar…

Para um dia de chuva

Cartaz: Divulgação
Cartaz: Divulgação

Um domingo de chuva, como hoje está sendo em São Luís, merece cama, edredom e filme gostoso. E a minha sugestão leva a palavra gostoso a outro patamar. O longa “A 100 Passos de um Sonho” foi lançado em agosto do ano passado e, com certeza, é fácil de encontrar para assistir. Dirigido por Lasse Hallström, o filme conta com a sempre impecável atuação de Helen Mirren.

A história se passa no sul da França, onde Madame Mallory (Helen Mirren) é a dona de um restaurante estrelado no famoso guia Michelin. Bastante controladora, ela passa a se preocupar quando um estabelecimento que foca na culinária indiana,  abre do outro lado da rua do seu empreendimento. A guerra entre os restaurantes vizinhos começa, em meio a isto, um romance se forma, e a troca de experiências entre duas culturas tão diferentes muda a vida de Mallory e de Hassan Kadam (Manish Dayal), filho do proprietário do restaurante indiano e que possui um talento ímpar para a culinária.

O que parece ser uma confusão, na tela, mostra-se uma história cativante, simples e que aquece a alma em um dia frio. A fotografia é belíssima e os pratos dão vontade de arrancar da película. Quem sabe você até se anime para preparar algo especial para a família neste domingo… No meu caso não rolou, porque a cozinha não gosta de mim… 😦 Confira o trailer do filme:

Paper Towns

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Foi divulgado, nesta semana, o trailer de “Paper Towns“, que promete ser o filme fofo da vez. Até porque, é uma adaptação de um livro do John Green, mesmo autor de “A culpa é das estrelas”. Não li nem este, nem aquele. Portanto, só posso falar da adaptação cinematográfica. “A culpa é das estrelas” é um filme dramático (prepara o lenço sem medo…). As personagens não são complexas, mas fogem do velho modelo adolescente ao serem leves, mesmo carregando o fardo do câncer.

Já “Paper Town” conta a história de Quentin Jacobsen (Nat Wolff – lindinho!) e sua enigmática vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman (Cara Delevingne –  “A” sobrancelha). Ele é apaixonado, porém, não correspondido (Quem nunca?). Só que, um belo dia (ou, mais precisamente, noite), a menina invade seu quarto propondo que ele participe de um engenhoso plano de vingança. Depois da noite de aventura, Margo desaparece, mas, deixa algumas pistas sobre o seu paradeiro. Assista ao trailer:

E, pra quem gostou da música do trailer, é a Smile, do cantor e compositor americano Mikky Ekko. Confira o clipe:

O filme estreia no dia 16 de julho deste ano. E aí, acha que vale a ida ao cinema?