Um domingo

São pouco mais de 4h da madrugada. Nariz entupido, cansaço, tosse. Uma, duas, três vezes, a tosse não para. Melhor levantar. “Aproveito e monto logo a apresentação do artigo de hoje”, pensei.

Confesso que o começo do dia não foi nada bom, além da gripe (virose para os mais íntimos), acordar tão cedo nunca foi empolgante pra mim. Ter insônia então…

Antes do café da manhã já tinha a certeza que o dia seria uma bela bosta. Viajar, pegar um barco às 8h, atravessar o Boqueirão e subir as ladeiras de Alcântara não me pareciam as tarefas mais interessantes pra cumprir doente.

Chego na Rampa Campos Melo, a maré não subiu, saída do barco adiada para as 9h10. Ok! O que não tem remédio…

Convido mamãe pra dar um rolê na feira da praça Benedito Leite. Ela não é a maior fã do Centro Histórico de São Luís. Na verdade, todas as vezes que sabe dos meus rolês por essas bandas, faz aquele lista dos últimos crimes ocorridos na cidade e pede para eu ter cuidado por pelo menos três vezes antes de eu sair de casa. Acho que três é o número da sorte.

Mas como a vida é feita de belas surpresas, mamãe não apenas gostou da feira, tirou fotos perto dos casarões e ainda bateu um longo papo com Katia, guardadora de carros da área. Katia, chegou como quem não quer nada e conquistou mamãe. A conversa parecia não ter fim, mas eu ainda precisava pegar um barco. Saímos prometendo voltar com alguns lenços para Katia, que não gosta de bonés para trabalhar. Já os lenços acha charmosos.

Antes das 9h e já consegui fazer mamãe gostar um pouco do Centro Histórico que eu tanto amo, pela mesma razão, as pessoas que dão vida às ruas repletas de lindos casarões.

Pego o barco, atravesso o Boqueirão. Chego ao evento, profundamente chateada por N motivos, mas como o dia resolveu me surpreender, que GT!!!! Tanta gente visivelmente apaixonada pelo que faz, pesquisa e vivência. Todos felizes em compartilhar seus conhecimentos. Aquelas pessoas fizeram cada esforço para estar ali valer a pena. Discutimos arte, ensino, Jornalismo e muito mais. Debatemos a vida e ela é sempre muito mais que tudo isso.

E como se o dia não já tivesse me surpreendido o suficiente, chego a Pousada Tijupá e conheço o Seu Cláudio. Que grande figura humana!!!! Dividiu comigo seus conhecimentos sobre Alcântara, falou do lindo festival de Música Barroca que assistiu em abril na cidade, mostrou as pedras e o poço históricos da pousada e, como se não fosse suficiente, ofereceu um belo café com pão e manteiga no fim de tarde. Na Tijupá, encontrei o luxo de me embalar em uma rede, ouvindo o vento soprar as árvores; o conforto de uma fronha cheirosa; e o charme da companhia de Seu Cláudio, daquele que só tem quem ama muito o que faz.

Seu Cláudio - o melhor anfitrião

E assim termino o dia, cansada, ainda doente, mas supreendentemente feliz com a viagem que teve gosto de doce de espécie.

Anúncios

Conhecendo o Projeto Tamar

Acho que todo mundo já ouviu falar pelo menos uma vez no Projeto Tamar, que trabalha com pesquisa para a preservação das tartarugas. Pois bem, o projeto tem vários núcleos, a maioria deles  fechado para pesquisa, mas seis no país são abertos à visitação, justamente para trabalhar a educação e conscientização com relação à importância e preservação desses animais. Um desses seis fica pertinho da praia Barra da Lagoa, aqui em Florianópolis. E vale muito a pena a visita. Sabe aquele passeio família? Pois é exatamente isso.


Pra chegar ao projeto é muito fácil. Vou dar a dica pra quem usa transporte público porque quem está de carro é mais fácil. É só pegar um ônibus no terminal Tilag chamado Barra da Lagoa e seguir com ele até o ponto final. O ônibus vai te deixar bem em frente à praia Barra da Lagoa. Pra chegar ao Projeto Tamar, o melhor caminho é pela praia mesmo, vai caminhando seguindo à esquerda e em 5 minutinhos você vai achar uma placa apontando a rua que dá acesso à sede do projeto.

A entrada custa 12 reais, mas estudantes e professores pagam meia, basta apresentar a carteirinha. Dá pra fazer visita guiada se for em grupo. Sugiro ir por volta das 15h, que é o horário em que as tartarugas são alimentadas.

O passeio é mega didático. Muito legal pra crianças que estão tendo aula de biologia. Além de poder aprender muito sobre os diferentes tipos de tartarugas, pode-se aprender sobre a reprodução delas, sobre a necessidade do projeto de preservação e entrar em contato com a natureza como um todo.

Vou deixar alguns cliques do passeio pra deixar na vontade de conhecer o local:









Espero que gostem da dica de passeio 😘😘😘😘😘.

Hora de partir

Tanta coisa aconteceu em tão pouco tempo que o blog acabou ficando meio de lado e peço desculpas. Nos últimos meses, prestei seletivo pro doutorado em Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foram várias etapas: análise de projeto, prova, entrevista e análise de currículo. Ao fim de tudo, o alívio da aprovação em quinto lugar…Ufa!

Ufa nada…Aí veio a parte puxada, remodelar a vida toda para mudar de cidade e arriscar. Bem, nunca fui muito aquela pessoa que arrisca tudo sabe. Acho lindas aquelas matérias de “largou tudo e foi fazer mochilão na Europa”, mas sempre desconfiei…pobre é bicho desconfiado e tem razão, mas falo disso melhor em outra postagem.

Fazer a faxina da vida, pedir demissão, licença e mudar com malas e cuias pra Floripa. Deixei em São Luís meu coração é isso dói um pouco todo dia. Mas a experiência tem sido incrível!!!!

Pra resumir, foi por tudo isso que me afastei do blog e agora pretendo retomar aos pouquinhos trazendo uma visão maranhense dessa outra ilha linda que tem me acolhido tão bem.

Xêro no cangote e inté 😘❤️😘❤️

Dia de aventura no Alpen Park

Tem gente que adora fazer esportes radicais para jogar a adrenalina lá em cima. Eu, simplesmente, não sou uma dessas pessoas (rsrsrs). Mas, de vez em quando, dá a loka e eu resolvo fazer algo emocionante. Pois bem, na viagem à Gramado-RS, fomos ao Alpen Park (que fica aqui), que mais precisamente fica em Canela, que é pertinho de Gramado. Em uns 20 minutinhos de carro já se chega ao parque.

Além da montanha russa e outros brinquedos tradicionais, o parque traz a opção de turismo de aventura, entre eles: tirolesa, super salto, arvorismo etc. Você pode pagar a atividade específica ou o pacote. É só chegar lá e avaliar quais atividades você quer fazer. Os preços você encontra no site do parque.

Eu andei na montanha russa, fiz o super salto (17 metros de altura) e quase vou na tirolesa, mas o medo bateu e eu não consegui (rsrsrs).

Na hora de gravar o vídeo do meu salto, a memória do celular lotou, mas deu pra gravar o de uma amiga minha, Jacii Martins. Dá só uma olhada:

E ela, mais corajosa que eu, ainda foi na tirolesa. Esse post é mais dela que meu (rsrsrs). Segundo Jacii, a tirolesa vale muito a pena pelo visual. Já estava escurecendo quando fomos, mas, mesmo assim, dá pra ter uma ideia do visual. Não reparem no medo da minha voz respondendo pro rapaz no vídeo (kkkkk) e nem na qualidade do vídeo, foi feito com o celular.

Restaurante em Gramado

Em Gramado, não faltam opções de locais para comer uma boa e farta refeição. Mas como é sempre bom ter uma referência, aí vai a minha indicação: restaurante Di Pietro. Ele fica bem ao lado da Igreja Matriz São Pedro, no Centro de Gramado.

DSC06345

Na entrada, já dá pra ir experimentando uma cachaça para esquentar. Você tem duas opções de serviço, o livre, no qual você paga um preço fixo (R$39,90, por pessoa) e come o que quiser do buffet, e por peso. Eu fiz a opção por livre e não me arrependi. São muitas opções de saladas, carnes e sobremesas. Não deixe de experimentar o  entrecôte, que consiste na ponta do contra-filé, e é macio e suculento.

O toque especial do restaurante fica por conta da decoração que é sofisticada e rústica ao mesmo tempo. Dá só uma olhada:

wpid-20150612_135736.jpg

O único risco é se empolgar e acabar comendo um pouco demais. Olha só o “pratinho” do meu namorado:

DSC06343O restaurante tem, ainda, um buffet de sopas e cremes, que não cheguei a experimentar. Afinal, Gramado tem tantas opções de restaurantes legais que cada hora se quer comer em um lugar diferente. É uma cidade que vale a pena desbravar e se deliciar. Os posts sobre a cidade não vão parar neste. Aguarde que, em breve, trago mais dicas.

Viajando – contras

image Como afirmei anteriormente, o post de hoje será apontando os contras de fazer uma viagem internacional por iniciativa própria. Ressaltando, claro, que trata-se de uma experiência pessoal. Vamos aos pontos difíceis: 1 – Éramos três e acabamos virando quatro viajantes. Portanto, divergimos muito com relação a quase tudo, dos países a serem visitados até os passeios a serem feitos. Foram muitas discussões, mas com jogo de cintura tudo foi resolvido. Acabou que em um ponto da viagem, cada um resolveu fazer o seu próprio roteiro. Ficamos juntos no início, em Paris, nos separamos e, depois, voltamos a nos encontrar na cidade luz. 2 – Por causa da falta de acordo em alguns pontos, muitas coisas ficaram para serem resolvidas ao longo da viagem. Quase choramos quando não conseguimos, por exemplo, comprar os ingressos para os estúdios nos quais foram gravados os filmes de Harry Potter. No fim, conseguimos visitar o estúdio, mas pagamos bem mais caro.

Este slideshow necessita de JavaScript.

3 – Como todos nós trabalhamos e estudamos, era muito difícil encontrar dias adequados para nos reunirmos para tomar as decisões. Quando se está numa excursão, por exemplo, sempre tem alguém para decidir e resolver isso por você. Então, basicamente, foram esses os inconvenientes de viajar por conta própria, sem qualquer agência. O resto foi só felicidade…kkkkk

Viajar é preciso

Não sei você, mas eu amooooo viajar. E, desde criança (acreditem!!!), nutria uma enorme vontade de conhecer a Europa. Não nasci em família rica (três minutos de silêncio, por favor), então, só pude realizar este sonho aos 28 anos, depois de muito ralar, economizar grana e me livrar de algumas bolas de chumbo que estavam presas nos meus pés. Mesmo assim, não fui esbanjando grana e, na cara e na coragem, montei toda a viagem sem recorrer à agência.

No período que antecedeu a viagem, a internet foi de muita ajuda e é exatamente por isso que estou fazendo esta série de posts, para tentar ajudar pessoas que têm muita vontade de viajar por conta própria mas têm medo.

O de hoje vai ser uma lista das vantagens de fazer a viagem por conta própria:

1ª) Passei 20 dias viajando pela França (Paris e Giverny), Reino Unido e Itália (Roma e Florença) . Fiz orçamentos em algumas empresas de turismo e intercâmbio e uma viagem com essa quantidade de países, cidades e dias, estava saindo por 18 mil, sem as passagens. Pasme: 18 mil reais… Fazendo a viagem por conta própria, com a grana que levei pra gastar lá e passagem, gastei cerca de 12 mil. E poderia ter economizado mais se tivesse fechado os passeios daqui.

2ª) Não sei você, mas eu não gosto da vibe de viagem em excursão. Não gosto de ninguém me dizendo onde tenho que ir, quanto tempo tenho que gastar em cada local e, principalmente, que hora tenho que acordar. Trabalho acordando cedo o ano inteiro, pra ter regular as horas de sono nas férias também.

3º) Viajando por conta própria, você pode descobrir lugares que excursão nenhuma te levaria, como o restaurante indiano perfeito na nossa primeira noite em Londres. E fazer coisas como passar a tarde deitada na grama embaixo da Torre Eiffel, fazendo piquenique.

4º) Você pode combinar a viagem com amigos e fazer um grupo animado para curtir loucamente (kkkkkkkkk). No meu caso, fui com uma amiga e meu namorado. Lá, encontramos um amigo da minha amiga (rsrsrsrsr) e, assim, fechamos o grupo.

No próximo post, vou trazer as desvantagens que identifiquei de fazer a viagem por conta própria. Assim, você pode tirar suas conclusões.

Um dia no Pallazo Pitti, Florença, Itália
Um dia no Pallazo Pitti, Florença, Itália